quinta-feira, 17 de julho de 2014

As vantagens dos aterros controlados

 ATERRO SANITÁRIO CONTROLADO
Especificamente com relação ao aterro Sanitário Controlado, Pinto (1992, p. 72) o conceitua “como um método de disposição do lixo no solo que não cause danos ao meio ambiente e que não provoque moléstias ou perigo à saúde pública”.
O mesmo autor ainda declara que este método consiste no confinamento do lixo no menor volume possível, compactando-o e impedindo sua exposição ao ar livre mediante sua cobertura com uma camada de terra, reduzindo a área para disposição, prolongando a vida do aterro, minimizando os odores emanados do lixo em decomposição, evitando incêndios e impedindo a proliferação de vetores nocivos do ponto de vista sanitário. Se em todas regiões tivessem os aterros seria muito  bom para nosso planeta, por muitos anos estaríamos protegidos, porem e raro um planejamento desses grandes para melhorar nossas vidas.
Para Borges (1999), dentre as vantagens do aterro sanitário controlado, pode se destacar, conforme a Tabela 1:

Tabela 1: Vantagens do Aterro Sanitário Controlado
Destinação final sanitária adequada e completa.
Representa uma solução econômica com baixos investimentos iniciais de implantação, quando comparados a outros processos.
Recebimento de quase todos os tipos de lixo. É de rápida implantação.
Proteção ao meio ambiente e à saúde pública. Possibilita a recuperação de terrenos degradados
Ajuda a eliminar problemas sociais, estéticos, de segurança.
Possibilita o aproveitamento do biogás, se projetado para esta finalidade.
Fonte: Elaborado pelos autores, com base em Borges (1999).


Disponível em: http://www.aedb.br/seget/artigos12/51016611.pdf acesso em: 17 de julho de 14
1.1 Construção
Existem três métodos distintos para se construir um aterro sanitário:
• Método de rampa;
• Método de trincheira;
• Método de área.
Segundo José Dantas de Lima, o método de rampa utiliza terrenos com declive, aonde os resíduos vão sendo depositados e compactados, seguindo a declividade existente, com o recobrimento necessário no final de cada etapa de trabalho prosseguindo até que as células em construção atinjam o topo do declive da parte superior e lateral. Esta construção continua até que os diversos patamares ocupem toda a área projetada. No método de trincheira as mesmas, são colocadas com dois a três metros de profundidade, chegando a alguns casos até cinco metros, dependendo da profundidade do lençol freático. O material escavado serve para cobertura do próprio aterro. Os resíduos precisam ser compactados para que seja aumentada a vida útil do aterro A construção de um aterro sanitário requer a participação de uma equipe de pessoas que devem estar bem treinadas e compenetradas de suas funções específicas. O estabelecimento de tarefas e funções de cada um dos componentes das equipes encarregadas da construção, operação e manutenção do aterro é de fundamental importância, tendo em vista a preservação ambiental da área onde o aterro será implantado. A condução técnica deverá estar sob a orientação de um profissional da área da Engenharia Civil, Sanitária ou Ambiental, com experiência adequada para dirigir e supervisionar todas as tarefas inerentes à obra. Dependendo do corte do aterro, auxiliares técnicos: topógrafo, desenhista, projetista, cadista e laboratorista para estudo de solos, deverão dar suporte técnico ao Engenheiro responsável. Supervisores, capatazes, operadores de equipamento e pessoal devidamente capacitado deverão compor a equipe.
  1.2 Operação
Ao operar um aterro sanitário será necessário contar com uma frota adequada para poder cumprir a totalidade das tarefas. Com tal finalidade, dever-se-á dispor do equipamento que realize as operações necessárias de forma econômica e apropriada.
Também deverá estabelecer-se uma dotação multifuncional para substituições que possam produzir-se por diferentes razões, durante a operação do aterro, a fim de assegurar a continuidade de seu funcionamento. O equipamento dependerá do tipo e quantidade de resíduos recebidos, do material de cobertura e dos métodos de operação do aterro.
Os resíduos necessitarão ser espalhados e compactados, mas raras vezes necessitarão ser transladados pelo equipamento de aterro a distâncias superiores a trinta metros. O material de cobertura pode necessitar ser transportado a distâncias maiores, no entanto, ambos deverão ser compactados adequadamente, durante e depois de serem colocados.
A necessidade de equipamentos deve atender o manejo dos resíduos, em compactação, cobertura, obras de terraplanagem e o acondicionamento de células.
Equipamentos de Apoio
• Caminhões pipa de dupla tração para movimento de água (pó, infraestrutura).
• Tanque de combustível.
• Carreta (movimento de equipamento).
• Caminhões para o movimento de terra.
• Hidrolavadoras.
• Grupos geradores.
• Torres de iluminação.
• Bombas diversas.
1.3 Manutenção
A Lei 9.605/1998 – de Crimes Ambientais e o Código Florestal – Lei 4.771/1965 e as
Instruções Normativas do IBAMA 146/2007 e 154/2007, em seu conjunto estabelecem a necessidade da supervisão ambiental do empreendimento e em especial o monitoramento e o acompanhamento das condições ambientais afetadas direta ou indiretamente pelo aterro em operação.
Para o monitoramento adequado do aterro deverão ser observadas:
• a qualidade do ar;
• a poluição sonora;
• a qualidade das águas:
– superficiais;
– subterrâneas.
• o controle do solo;
• a recuperação vegetal;
• a preservação da fauna terrestre;
• a preservação dos ecossistemas aquáticos;
• o controle do efluente tratado.


Disponível em:  http://www.em.ufop.br/ceamb/petamb/cariboost_files/aterros_volumeiii.pdf Acesso em; 17 de julho de 14.