"Relação
entre Biotecnologia, Meio Ambiente e Sustentabilidade: aspectos positivos e
negativos".
Os
avanços ocorridos na área ambiental quanto aos instrumentos técnicos, políticos
e legais principais atributos para a construção da estrutura de uma política de
meio ambiente, são inegáveis e inquestionáveis. Nos últimos anos, saltos
quantitativos foram dados, em especial no que se refere à consolidação de
práticas e formulação de diretrizes que tratam a questão ambiental de forma
sistêmica e integrada.
Neste
sentido, para o desenvolvimento das tecnologias devem ser orientadas para a
melhoria de suas metas de equilíbrio com a natureza. Assume-se que as reservas
naturais são finitas, e que as soluções ocorrem através de tecnologias mais
adequadas ao meio ambiente. Deve-se atender às necessidades básicas usando o
princípio da reciclagem.
Estes
processos de produção de conhecimento têm oportunizado o desabrochar de
práticas positivas e pró-ativas, que sinalizam o desabrochar de métodos e de
experiências que comprovam, mesmo que em um nível ainda pouco disseminado, a
possibilidade de fazer acontecer e tornar real o novo, necessário e irreversível,
caminho de mudanças.
Não
dá para fugir da nossa realidade nossos ecossistemas estão sendo deteriorados pela
grande evolução que temos por conta dessa degradação ambiental sem fronteiras o
meio ambiente vem sofrendo vários impactos negativos.
Em várias partes do mundo vem crescendo o uso
do conceito elaborado por acadêmicos canadenses conhecidos como “pegada
ecológica” (ecological footprint) que avalia a capacidade ecológica necessária
para sustentar o consumo de produtos e estilos de vida. Calcula-se uma pegada
ecológica somando fluxos de material e energia requeridos para sustentar
qualquer economia ou segmento da economia. Tais fluxos são então convertidos em
medidas padrão da produção que se exige das regiões de terra e água. Pegada é a
superfície total da terra necessária para sustentar determinada atividade ou um
produto (WACKERNAGEL e REES, 1995).
No entanto, das conferências científicas
internacionais aos grandes encontros de chefes de Estado (em grande parte,
patrocinados pela Organização das Nações Unidas – ONU) enfrenta-se a
dificuldade de se conceituar e implantar a almejada sustentabilidade. Enquanto
que países desenvolvidos colocam a ênfase da sustentabilidade na questão
ambiental, vemos a preocupação de países em desenvolvimento em incluir também a
questão sócio-econômica.
Quando
Rocha (1997) analisa as dificuldades de promover a inovação tecnológica no
Brasil, propõe a realização de uma prospecção tecnológica a fim de definir
“tecnologias-chaves” para o país, tanto para explorar novas oportunidades
quanto para atender aos requisitos atuais de capacitação tecnológica.
Tudo
o que resulta em impactos ambientais:
1.
Destruição de recursos naturais em geral;
2.
Exaustão, em particular, dos recursos naturais explorados por mineração;
3.
Produção de resíduos resultantes do processo de manufatura;
4.
Produção de excesso de embalagens;
5.
Produção de resíduos resultantes do uso do produto e;
6.
Produção de resíduos resultantes de descarte, pós-uso do produto.
A
estratégia sistêmica do LCD, de Manzini e Vezzoli (2002) incorpora:
1. Minimização
de recursos: Reduzir o uso de materiais e de energia;
2.
Escolha de recursos e processos de baixo impacto ambiental:
Energia;
Selecionando os materiais, os processos e as fontes energéticas de maior eco
compatibilidade;
3.
Otimização da vida dos produtos: Projetar artefatos que perdurem;
4.
Extensão da vida dos materiais: Projetar em função da valorização (reaplicação)
dos materiais descartados;
5.
Facilidade de desmontagem: Projetar em função de separação das partes dos
materiais.
Esta
estratégia não se justifica somente pela preocupação ambiental, mas também
econômica, uma vez que a redução de materiais e energia salva dinheiro. Por
outro lado quando se minimiza ou eliminasse resíduos, também se economiza na
coleta, tratamento e transporte deste. Além do fato de que hoje já não é mais
possível ignorar a agregação de valor que um produto sustentável representa
para uma estratégia de competitividade empresarial.
REFERENCIAS
Revista EDUCAÇÃO
& TECNOLOGIA. CASAGRANDE. Eloy Fassi. INOVAÇÃO TECNOLÓGICA E
SUSTENTABILIDADE: POSSÍVEIS FERRAMENTAS PARA UMA NECESSÁRIA INFERFACE.
Disponível em: file:///C:/Users/USUARIO/Downloads/1136-3620-1-PB.pdf.